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Se a vida é faísca, que brilhe devagar

#INDIETRACKER24 Um projeto super autêntico, Na Sala de Estar é um apanhado de shows pockets espalhados pelas mais diversas residências em uma turnê que começou no sul e vai até o norte do Brasil. Apanhador Só já apareceu aqui uma, duas, três vezes... Mas nesta vez é diferente, sem edição ou cortes, em Curitiba eles tocam Vitta, Ian, Cassales.

 

 

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Eu confesso, gosto das moças do estilo indie-hippie-retrô-brasileiro

#INDIETRACKER16
Eu confesso, que gosto das moças do bairro onde eu moro,  do estilo indie-hippie-retrô-brasileiro que habitam os bares e ruas daqui. E eu não quero deixar ninguém ver que eu sou mesmo, o que pensam de mim quando me veem na rua, classe média enjoada com pinta de artista, será que eu sou tão previsível assim?

O Terno, um trio de origem paulistana apresenta “Eu Confesso”:

Segue uma segunda música da banda que é sem dúvida a minha favorita, Zé, um assassino compulsivo:

Para ouvir mais dicas de música é só clicar aqui.

Acústicos & Valvulados (part. Carlinhos Carneiro) – Vulnerável e Inflamável

#INDIETRACKER 9

Acústicos & Valvulados (part. Carlinhos Carneiro) – Vulnerável e Inflamável 

Sweet babay você quer o cara certo pra viver
E também quer o cara errado, eu sei
Tudo bem, mas as vezes fica estranho
Você vê problemas que ninguém viu
Sweet baby você ri, mas quer chorar

Sweet baby você anda meio tensa, eu senti
Quer saber se falam mal de você
Quer se vingar de quem não te fez mal nenhum
Quer destilar ironia so pra se divertir
Sweet baby você odeia gostar do que eu fiz

E aí, BIDE ou ACÚSTICO? Deixe um comentário.

Kakkmaddafakka

Tudo começou 2004 em Bergen, na Noruega, quando os irmãos Axel e Pål Vindenes se reuniram com Stian Sævig e Jonas Nielsen para montar um pequeno show. Eles não sabiam porém, é que o concerto seria considerado espetacular pelo público, seus amigos insistiram para que eles tocassem mais, e mantivessem o nome escolhido desinteressadamente as pressas. Assim o fizeram, e em assim surgiu a banda KAKKMADDAFAKKA.

Inicialmente o som produzido pela banda era tão confuso quanto o seu próprio nome, os garotos tocavam apenas os instrumentos em que seus pais os haviam forçado a aprender, pegavam elementos de quase todos os gêneros musicais e para complicar ainda mais a situação, com sua abordagem maximalista, tocavam com tantos amigos quanto poderiam caber no palco. A banda porém logo atraiu a atenção de toda a Noruega, quebrando a regra de seu país conhecido mundialmente por sua tradição em música eletrônica sofisticada e um discreto pop. Ao longo dos anos a banda concentrou sua formação em apenas oito integrantes no palco, com a presença de Kristoffer van der Pas na bateria e da trupe de dança conhecida como a Kakkmaddachoir.

Mas a mesma coisa que fez a banda se destacar, a energia bruta e exuberância de seu show ao vivo, provou ser o maior obstáculo ao transferir a banda para o estúdio de gravação. A banda também enfrentou dificuldades em ser levada a sério pela indústria da música norueguesa, que resultou em um álbum independente lançado em 2007. Down To Earth foi gravado quando os membros da banda estavam entre seus 15 e 17 anos, sendo totalmente produzido por um amigo de 15 anos de idade, Matias Tellez. O resultado foi previsivelmente caótico, embora a banda tenha conseguido capturar alguns instantes de sua essência e demonstrado a ingenuidade de sua canção escrita, as gravações no entanto pecaram em qualidade técnica. A banda nunca viu isto como uma falha, mas sim como um aprendizado, e optou por se concentrar no que sabiam fazer melhor,  voltando à estrada e continuando a desenvolver o seu show ao vivo.

Como para tantas grandes bandas, encontros aleatórios também desempenharam um papel na história de KAKKMADDAFAKKA. Em 2008, a cena musical de Bergen (que já havia produzido atos de sucesso internacional, como Royksopp e Kings of Convenience) foi mais uma vez repleto de bandas jovens promissores. David Holmes, que além de fazê-los bêbados, acabou se tornando o empresário da banda. Foi nessa época que Erlend Øye, mais conhecido como metade do duo Kings Of Convenience, acabou oferecendo aos garotos a oportunidade de se aquecer para ele em vários programas europeus.

Com uma base de fãs cada vez maior interessadas em um novo álbum, e depois de uma pausa de gravação de três anos, a banda percebeu que era hora de voltar ao estúdio, decidiram abordar as coisas de maneira diferente desta vez. Foi depois de um show com o The Whitest Boy Alive in Amsterdam que a colaboração improvável com Erlend Øye levou a um maior desenvolvimento. Depois de ouvir os seus planos para uma nova gravação, ele se ofereceu para atuar como produtor e lançar o álbum. Embora inicialmente pode ser difícil ver os paralelos entre um artista que construiu uma carreira em seu melancólico som reservado e uma banda conhecida por sua excessividade, ambos sentiam que compartilhavam uma filosofia musical comum. A relação provou ser um grande sucesso. Como Axel diz: “Aprendemos muito em trabalhar com Erlend, ele nos ensinou a ter o nosso tempo e prestar atenção aos detalhes, bem como a importância ou contar uma história com sua música e letras”.

O resultado foi “Hest”, as nove faixas foram lançadas em 2011, referiancian-se a contos cotidianos de jovens dos círculos sociais de Bergen, como lidar com situações sensíveis e obviamente sobre garotas (afinal é uma banda como qualquer outra). O álbum estourou com os singles “Restless” e ‘Your Girl’. A banda finalmente sentiu que tinha ultrapassado a sua tag de “apenas uma grande banda ao vivo”, mas isso não os impediu de continuar a excursionar extensivamente em toda a Europa, mas agora as multidões haviam crescido exponencialmente. O faturamento trambém começou a crescer com a participação de grandes festivais entre 2012 e 2013.

Apesar dos meses de turnê, a banda se sentiu inspirada pelo novo processo criativo que se desenvolveu enquanto trabalhava em “Hest”, e em 2013 já possuíam material escrito para voltar ao estúdio e gravar um novo álbum. Foi um passo natural para aceitar a oferta de Øye para produzir novamente o álbum.  O álbum pode ser visto como uma parte do som que eles são conhecidos, mas como Pål Vindenes explica: “Tínhamos ouvido um monte de R’n’B na época em que escrevemos essas músicas, por isso temos o ritmo abaixo de um entalhe em algumas faixas, mas ainda abordamos a canção escrevendo o mesmo que sempre fizemos, tentamos fazer músicas que podem podem ser ouvidas por si só, levando as pessoas na pista de dança ou tocando ao vivo com energia extra’. O álbum também fornece mais fofocas e histórias de Bergen, ‘Nós queremos escrever letras que contam uma história e querem dizer alguma coisa, por isso é natural que nós escrevemos sobre o que acontece ao nosso redor, é claro que há um monte de músicas sobre garotas, mas isso é uma grande parte da nossa vida. Talvez o próximo álbum será sobre crianças e famílias, ou sobre comprar casas e ter muito dinheiro. Espero que seja a coisa dinheiro’.

Texto baseado nas informações disponibilizadas pela banda no site oficial http://kakkmaddafakka.tumblr.com