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Insular – Humberto Gessinger

#INDIETRACKER 10

Insular – Humberto Gessinger

A rua com meu nome
É avenida anonimato
Aquele um, aquele outro
Não tem cão, caça com gato
Um fake com meu nome
Um clone delirante
Mal sabe o coitado
Que um só já é o bastante
Só você sabe quem eu sou
Só você sabe como é

Humberto Gessinger:
Voz, baixo, guitarra de 12 cordas, violão, teclados, harmônica
Rafael Bisogno:
Bateria

Você já viu algum show ao vivo deste gênio? Conte pra nós como foi..

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Pra Ser Sincero – 123 Variações Sobre Um Mesmo Tema

Ele cometeu alguns pecados capitais já no primeiro disco, escreveu Fidel e Pinochet na mesma estrofe, o disco bombou e foi hit de novela (você que interprete qual foi o pecado). Um mito, um jovem que me lembra até aquele rapaz latino americano de outras violas, na realidade apenas um garoto, que como eu, amava os Beatles e os Rolling Stones. Sempre tive curiosidade para entender a complexidade de suas músicas, seja dos tempos de Radar ou de poucas vogais. A todo são 123 canções, motivos, explicações para um mesmo tema: Humberto.

Nós dois a pé na Carlos Gomes, camburão pintou depois
Crepe de banana… Advogados de havana
Não pergunte quem foi Ana nem o que é “Trottoir”

Em 11 de janeiro de 1985, mesmo dia da abertura da primeira edição do Rock in Rio, Humberto Gessinger subia ao palco do auditório da Faculdade de Arquitetura da UFRGS de cabelo new wave e bombacha, para o primeiro show de uma banda que tinha nascido para durar uma noite só. Era para ter se chamado Frumelo & Os 7 Belos, mas ninguém gostou, então resolveram fazer uma brincadeira com os estudantes de Engenharia e os surfistas que frequentavam o bar da universidade, que estava a pelo menos 100 quilômetros do mar. Engenheiros do Hawaii.

Vinte e cinco anos depois dessa estreia, Humberto Gessinger lança neste livro um olhar sobre sua trajetória e revela curiosidades sobre sua carreira. Com fotografias inéditas, informações sobre cada um dos discos e letras comentadas, Pra Ser Sincero é um livro sobre uma banda que era para ter durado uma noite só, mas que acabou escrevendo um capítulo da história do rock brasileiro, mesmo estando longe demais das capitais.

Pra ser sincero, um batia de um livro. São 304 páginas de uma leitura muito rápida e gostosa, Humberto Gessinger conta um pouco da história de suas canções e forma muito descontraída. Vale a pena, fica a dica de leitura para a semana! Comprei na feira do livro de Porto Alegre, 35 pilas!