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Foster The People – Best Friend e Pseudologia Fantastica

#INDIETRACKER22 O som de Foster The People é tão bom, que merece no mínimo duas músicas no IndieTracker desta semana. O trio californiano liderado por Mark Foster, que já fez muito sucesso por aqui nas duas edições do Lollapalooza Brasil, toca Best Friend e  Pseudologia Fantastica. As duas músicas são do segundo album da banda, Supermodel, que alcançou primeiro lugar no iTunes no dia de lançamento em vários países , inclusive, o Brasil. Baita som, confere aí:

BEST FRIEND

“When your best friend’s all strung out Quando o seu melhor amigo está viciado You do everything you can Você faz tudo o que pode ‘Cause you’re never gonna let it get ‘em down Pois nunca vai deixar que isso os derrube When you find it all around Quando você encontra drogas em todos os lugares Yeah, it comes in waves, but it’s hardest from the start É, vem aos poucos, mas é difícil desde o começo

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RUDIMENTAL – FEEL THE LOVE

#INDIETRACKER21 Sério, alguém aqui consegue para de cantar “You know I said it’s true, I can feel the love, Can you feel it too? I can feel it, ah ahhhh”. O caras chegaram botando a banca no Lollapalooza e agora conquistaram uma jovem legião de fãs no Brasil. Não vai demorar e o quarteto inglês, composto por Piers Agget, Amir Amor, Kesi Dryden e o DJ Locksmith, deve voltar aos palcos por aqui. Enquanto isso a gente mata a saudade com o coro afinadíssimo de Feel The Love ao vivo em Brixton.

“Nosso som é orgânico. É o resultado de anos de desvario, ouvindo rádio pirata, ouvindo dubs, fitas que irmãos mais velhos traziam para casa, e ser inspirado por tudo isso. Nós somos produtos de nossas viagens musicais individuais e de Londres” Piers Agget

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Ana Muniz, a agradável surpresa no meu iPod

#INDIETRACKER19 Eu confesso, que gosto das moças do bairro onde eu moro, do estilo indie-hippie-retrô-brasileiro que habitam os bares e ruas daquiii.. Nada melhor que um pouco de O Terno para descrever esse som que acabaram de me mandar.. Uma mistura suave e gostosa de Apanhador Só, Clarice Falcão e Uyara Torrente (de A Banda Mais Bonita da Cidade).. Ana Muniz é a agradável surpresa da semana no playlist do meu iPod, com sua voz e presença muito expressiva, a cantora e compositora expressa notável sensibilidade musical. Suas primeiras composições vieram aos 12 anos e seu álbum de estreia, +Sol+Riso, gravado em 2012, apresentou a força da poesia de uma jovem com um talento realmente surpreendente. Confere aí:

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Filtro Dub “Nova Ordem” (EP Completo 2015)

#INDIETRACKER 18 Voltando da praia depois de um ano novo bem debreado, ouvindo um velho som do Marcelo nos tempos de Planet alguém dispara: “Porra, faz tempo que ninguém faz um som um pouco mais pegado por aqui”… Coincidência ou não, na última segunda ouvi o novo EP da Filtro Dub o “Nova Ordem”. A banda é de Porto Alegre e se caracteriza como eles mesmo dizem por uma mistura de Funk, Rock, Reggae, Rap e de otras cositas más. Bandas como Rage Against the MachineGorillaz, Red Hot Chili Peppers ao Rap Nacional como Criolo são inspiração. O quarteto é composto por Lucas Barbosa, Rafael Medeiros, Rodrigo Jacques e Leonardo Storniolo. São três pedradas (mas a verdade é que podiam ser bem mais pq a sonzeira tá demais), confere aí:

http://www.youtube.com/watch?v=ljwhwlnoa5s Continuar lendo Filtro Dub “Nova Ordem” (EP Completo 2015)

EMOJIOKÊ – 32 músicas para você adivinhar

música é uma forma de arte que se constitui basicamente em combinar sons e ritmo seguindo uma pré-organização ao longo do tempo. É considerada por diversos autores como uma prática cultural e humana. Não se conhece nenhuma civilização ou agrupamento que não possua manifestações musicais próprias. Embora nem sempre seja feita com esse objetivo, a música pode ser considerada como uma forma de arte, considerada por muitos como sua principal função.

32 músicas para você adivinhar

Você provavelmente já recebeu o EMOJIOKÊ, uma divertida brincadeira enviada pelo whatsapp para adivinhar a letra de algumas músicas. A dinâmica é muito parecida com o ADIVINHE OS FILMES, outra brincadeira que ganhou muita força no início do ano.

Brincadeira no WhatsApp para adivinhar música. Um karaoke de emoji. Continuar lendo EMOJIOKÊ – 32 músicas para você adivinhar

Charlie Brown Jr

#INDIETRACKER 17

Ela passa na caranga ouvindo o som da minha banda, com olhar de veneno não é mais criança, ela é muito gostosa e usa roupa colada, completamente pronta ela é a melhor da parada. O doce dela é bala e ela vai na rafe, eu vou colar com ela, ela me deixa crazy, eu vou leva-la onde ela nunca esteve, eu vou chegar com ela na pegada. Rock Star!

alexandre_abrao

Em outubro foi lançado o clipe oficial (o que acabamos de mostrar é apenas um compilado de cenas eróticas com dançarinas em um strip club, mas que conseguiu se sair melhor do que o próprio clipe oficial) da música Rock Star e o som não para de tocar nas rádios. Da extinta banda Charlie Brown Jr, a faixa integra o disco póstumo La Família 013. Com direção de Alexandre Abrão, filho do falecido vocalista Chorão, o clipe aborda o cotidiano do filho de um rockeiro que sai em turnê com o pai. O videoclipe tem a participação dos antigos integrantes da banda, Marcão Britto, Bruno Graveto e Thiago Castanho, além de Luciano Amaral (ex-Castelo Rá-Tim-Bum e hoje apresentador), Clara Aguilar (ex-Big Brother Brasil) e a modelo e apresentadora Fiorella Mattheis.

O resultado, é uma combinação patética de boa música e cenas de malharão em um clipe infanto-juvenil de baixa qualidade.

Gosto mais dos clipes antigos da banda, bem no começo com “Hoje eu acordei feliz”, talvez tenha sido o primeiro som de bom qualidade que eu comecei a ouvir, o clipe meio trash que fazia lembrar os bons momentos de Tarantino em Reservoir Dogs e Pulp Fiction ou até mesmo Guy Ritch em Snatch/Porcos e Diamantes.

Eu confesso, gosto das moças do estilo indie-hippie-retrô-brasileiro

#INDIETRACKER16
Eu confesso, que gosto das moças do bairro onde eu moro,  do estilo indie-hippie-retrô-brasileiro que habitam os bares e ruas daqui. E eu não quero deixar ninguém ver que eu sou mesmo, o que pensam de mim quando me veem na rua, classe média enjoada com pinta de artista, será que eu sou tão previsível assim?

O Terno, um trio de origem paulistana apresenta “Eu Confesso”:

Segue uma segunda música da banda que é sem dúvida a minha favorita, Zé, um assassino compulsivo:

Para ouvir mais dicas de música é só clicar aqui.

Vicky Cristina Barcelona (Woody Allen – 2008)

Tenho três hábitos: Primeiro, sou alucinado por Woody Allen, um comediantes de muito talento, sua capacidade de fazer os atores no qual dirige a ganhar um Óscar é inversamente proporcional a sua própria habilidade de conquistar um. Talvez este nunca tenha sido seu objetivo. Talvez nem na premiação estivesse caso ganhasse. Adoro a frase que li em um de seus livros: “Caso de Shakespeare não tivesse ido a estréia de Hamlet, isto teria alterado a qualidade de sua obra?”.

Segundo, filmes de meia época, outra paixão. Nem tão antigos nem tão novos, filmes da década de 90 são meus favoritos, as vezes anos 2000 ou anos 80 quem sabe.

Terceiro e talvez mais estranho hábito: Assistir os filmes por partes. Começo normalmente na segunda feira, mais um pouco terça.. (pausa quarta feira para o futebol) e acabo na quinta. Ver os filmes dessa forma talvez quebre um pouco o ritmo, mas é a solução que encontrei ao longo da semana para ver os filmes que ainda quero ver mas não tenho tempo. Por outro lado é bom, me permite sonhar com o filmes e imaginar histórias alternativas para o seu próprio final, costumo contar para alguns amigos que estou assistindo ao filme. Eles nunca entendem a parte de “estou assistindo”.

vicky_cristina_bacelonaPois bem, Vicky (Rebecca Hall) e Cristina (Scarlett Johansson) são tão encantadoras que não resisti e  (como se fosse um problema) assisti ao filme inteiro de uma tacada só.Penélope Cruz não é uma atriz que me seduz, mas como María Elena ela está fantástica… Seu papel de esquizofrênica sedutora, até lembra a de uma certa garota que me apaixonei um tempo atrás, mas é o puro retrato do diretor. Javir Bardem como Don Jon é o típico personagem redondo, você não sabe se gosta ou não. Segue o traileir:

INDIETRACKER 14 – Tópaz

#INDIETRACKER 14

Um grande som, meio antigo… mas é exatamente o começo das bandas que me mais me chama a atenção. Ingênuo e simpático, o estilo musical da banda conquista fácil e chama a atenção pelo humor da letra. O Cris, vocalista da banda sofreu um acidente na noite do domingo passado. Força e saúde Cris!

Alguma dica para o próximo Indietracker? Manda nos comentários!!

Nico Nicolaiewsky

Cara caralho, junto com Humberto, Nico foi o artista mais emblemático da cidade, de Porto Alegre ninguém era mais interessante do que ele. Às vésperas de comemorar 30 anos de Tangos & Tragédias, Nico recebe o diagnóstico de leucemia e é internado às pressas. O tratamento, no entanto, não é suficiente para retardar o avanço da doença e ele vem a falecer na madrugada do dia 7 de fevereiro de 2014, aos 56 anos. Na manhã seguinte, sua foto na capa jornal era ao mesmo tempo tão bonita mas tão triste. Um pouco melancólico, como uma de suas músicas. Mas é a vida real, e eu ainda queria mais Nico. De suas letras, ainda escuto “gritar para o mundo, eu quero outra chance!!”. Como se já soubesse. Todo mundo tem alguém que não está, todo mundo tem saudade. Dentre as muitas homenagens, Humberto Gessinger foi muito certeiro em seu post no blogessinger:

Quando compus Segura a Onda Dorian Gray, de cara pensei em convidar o Nico para participar da gravação. Ser fã nunca me pareceu, por si só, um motivo razoável para convidar alguém para uma parceria. O que realmente me levou a pensar nele foi sua voz frágil e forte (perdão pelo paradoxo), a sensibilidade fina para o humor melancólico e seu jeito de tocar acordeon. Mesmo num estado onde este é um instrumento central, com milhares de gaiteiros, a gaita do Nico soa muito particular.

O convite foi feito e aceito por email. Numa das mensagens, anexei a letra e uma gravação caseira da canção .

No dia marcado, Nico chegou ao estúdio e, depois de um papo leve e engraçado, tirou o instrumento do estojo e uma cópia da letra do bolso. Antes de começarmos a tocar, ele falou sobre algo que devia estar incomodando-o desde que ouvira Segura a Onda Dorian Gray pela primeira vez. Apontando a palavra caralho num dos versos da letra, disse: “Isso eu não posso cantar”.

Que do caralho! Esse lirismo radical, aparentemente fora de época, era exatamente o que eu queria para o disco, para essa música! Alguém que ainda achasse que caralho é palavrão! Alguém que ainda acreditasse não haver lugar para palavrões em canções de amor!
Afudê!“, exclamei. Era isso mesmo que pedia aquela canção sobre amor eterno e incondicional em tempos que não poupam nem os quinze minutos do Andy Warhol.

Como iríamos cantar estes versos juntos, numa harmonia abolerada, sugeri que eu mantivesse “Caralho, como estou ficando velho” e que ele mudasse para “Cara, como estou ficando velho“.

Não seria, na métrica, a solução mais limpa, mas tinha tudo a ver com o conceito do disco Insular (a crença de que todo artista constrói um mundo próprio com sua arte e a vontade de conectar estas ilhas com pontes que respeitem suas particulariedades).

Nico, pra quem não sabe, é o seguinte: trata-se de um artista de verdade. Numa das passadas que demos na música, ele sacudiu levemente a cabeça com um sorriso igualmente leve (Nico sempre soa leve sem ser leviano) e, sem dizer nada, passou a cantar “caralho“.

Afudê 2! Artistas de verdade não se prendem a esquemas pré-estabelecidos.

Eu já havia gravado violões, baixo e bandolim; a base da canção estava pronta. Nico foi pra sala de gravação e colocou os fones. Dei um play pra ele sacar se o equilíbrio entre os instrumentos estava legal, se a mixagem estava confortável para gravar a gaita.

Dei um stop e perguntei se ele queria ouvir mais clic (o toc-toc-toc que marca o tempo da música). Nico se inclinou em direção aos microfones posicionados para captar as duas mãos do acordeon e disse enfaticamente: “Não! Sou alérgico a metrônomo!”.

Afudê 3! Era isso que a música pedia! Um “não” ao tecnicismo engessado de notas teoricamente perfeitas no tempo mecanicamente exato.

Já com o disco pronto, convidei Nico para participar do show de lançamento em Porto Alegre. Nos reunimos para ensaiar um dia antes. No fim do ensaio, pedi que ele autografasse meu acordeon.

Ele ficou compreensivelmente embaraçado. Reconheço que é um pedido xarope. Mas os encontros proporcionados pelo Insular foram tão bacanas! Eu queria mesmo guardar mais esta lembrança. Minha gaita já tinha a assinatura do Borges e Bebeto havia assinado meu violão.

Nico concordou, mas ficou em dúvida sobre o que escrever. Falei com voz solene que teríamos que levar a gaita a um cartório pra reconhecer firma. Abaixo do nome, sorrindo, ele escreveu: “CNPJ: …..”

Afudê 4! Um grande artista que não se leva muito a sério.
O show aconteceu no auditório Araújo Vianna, onde inúmeras vezes eu havia assistido ao Saracura. A foto abaixo é, literalmente, a última imagem que tenho do Nico (não nos encontramos na balbúrdia pós-show). Ele está sorrindo, no palco, depois de uma canção. Eu, agradecendo. Valeu, Nico!